Uma anomalia no primeiro dígito das contagens indicaria fraude; os resultados e gráficos completos não aparecem nas capturas.
Ambos os candidatos se afastam da referência ingênua de Benford. Esse desvio, por si só, não é uma prova de fraude.
| Contagens positivas por candidato | Primeiro dígito 1 |
|---|---|
| Lula | 60,81% |
| Flávio | 61,88% |
| Referência teórica simples de Benford | 30,10% |
Os votos por seção são limitados pelo tamanho do eleitorado local. Não se deve supor automaticamente que sua distribuição de primeiro dígito siga Benford. O relatório não fornece um modelo de referência justificado nem resultados completos que permitam verificar o teste.
Há debate acadêmico sobre métodos de dígitos em eleições. A conclusão aqui não é que todo teste de dígitos seja inútil, mas que este argumento, tal como apresentado, não demonstra fraude.
Até onde vai esta conclusão
A tabela é descritiva. Não calculamos um p-valor para apresentá-lo como “probabilidade de fraude”. Um teste de adequação a uma distribuição não é diretamente um teste da hipótese de fraude.
Confira a evidência
- Deckert, Myagkov e Ordeshook · Political Analysis (2011) ↗
- Political Analysis · Debate metodológico e resposta de Mebane ↗
- TSE · Boletins de Urna e leiaute dos campos ↗
- Tabela reproduzível · primeiro_digito_descritivo.csv